quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Exercicio funcional do CORE, prevenção de dor LOMBAR.



A dor na região da coluna lombar é uma das mais relatadas entre atletas e praticantes de atividade física.
Hoje você irá conhecer um importante grupo de músculos do nosso corpo, localizados em uma região profunda do tronco, conhecida como “CORE”. Milhares de pessoas que se encontram impossibilitadas de praticar exercícios sofrem de enfraquecimento dos músculos do CORE, pois eles exercem papel fundamental para o bom funcionamento do corpo e quase sempre não são fortalecidos de forma adequada. São eles os músculos multífidos (região posterior), transverso do abdome (região anterior), diafragma (região superior) e assoalho pélvico (região inferior).

Mas o que os músculos do core têm a ver com a dor lombar? Juntos, eles compõem um centro de força e estabilidade para o tronco e possuem as seguintes funções: (1) manter adequado alinhamento da coluna lombar contra a ação da gravidade; (2) estabilizar a coluna e a pélvis durante os movimentos, e (3) gerar força para os movimentos do tronco, prevenindo lesões. Em síntese, tais músculos funcionam como suporte para a coluna vertebral, se eles não existissem, não seria possível nos mantermos de pé.

Por serem músculos profundos, não são fortalecidos pelos exercícios abdominais tradicionais, aqueles com as mãos na nuca e suas variações; estes fortalecem somente a musculatura abdominal superficial. Os exercícios que trabalham o core e auxiliam na prevenção e no tratamento da lombalgia são os do tipo isométricos ou estáticos, em que se mantém uma determinada posição por alguns segundos. Os exercícios denominados em “prancha”, realizados na posição ventral, dorsal e lateral devem ser incluídos no início do treino para os músculos profundos, estabilizadores da região do core e, a partir daí, incluir exercícios para aumentar a força e, posteriormente, a potência do core.

A dor na região da coluna lombar é uma das mais relatadas entre atletas e praticantes de atividade física. Por isso exercícios específicos para o fortalecimento do core são priorizados em diversas modalidades no meio esportivo, como ginástica olímpica e artes marciais. Para a maioria dos esportes, ter o core forte representa melhor rendimento.

Os homens, quando ganham peso, tendem a aumentar a quantidade de gordura ao redor da cintura, com predominância acima do umbigo, formando o famoso “pneu”, que sobrecarrega ainda mais a região lombar, principalmente quando os músculos do core estão enfraquecidos. Nas mulheres, durante o período de gravidez, os músculos da parede abdominal são alongados à medida que o feto vai aumentando de tamanho, o que provoca o aumento acentuado da curvatura da região lombar. Diversas posições praticadas no Pilates, entre outras modalidades, promovem o fortalecimento do core.

O enfraquecimento desses músculos pode ter conseqüências desagradáveis, como alterações na posição da bacia, flacidez abdominal e surgimento de hérnias nos discos intervertebrais, além de dores lombares. Por isso, tome consciência dos músculos profundos do seu tronco, sinta-os, conheça-os e fortaleça-os, sempre com a orientação e a coordenação de um profissional fisioterapeuta e um educador físico.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mulheres usam esteróides anabolizantes cada vez mais


Consumo de esteróides anabolizantes pelas mulheres agride o organismo, pode causar câncer e até levar à morte
A geração das gostosas pede corpos e investimentos turbinados. Pernas, coxas e bumbum extremamente definidos fazem parte do modelo de beleza desse grupo, que mescla academia com dietas diversificadas. Mas como qualquer esforço é válido para ficar com “tudo em cima”, principalmente com a chegada do verão, está cada vez mais frequente o uso de esteróides anabolizantes pelas mulheres.

O consumo dos esteróides anabolizantes, não recomendável por médicos e especialistas, acelera os efeitos estéticos desejados pela geração. Ou seja, é mais rápido deixar a musculatura torneada com o uso de pílulas ou injeções de hormônios masculinos do que se esforçar em horas de suor na academia.

No entanto, o “remedinho” não tem nada de milagroso. O uso pode alterar o metabolismo e deixar a gostosa com características masculinas, como a presença de pelos no rosto e no tórax, além de engrossamento da voz. “Além dos efeitos colaterais, o esteróide anabolizante também pode provocar câncer, infertilidade e até levar à morte”, diz Alexandre Hohl, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Os resultados negativos dependem da composição dos esteróides anabolizantes. Os mais comuns são derivados da testosterona (hormônio masculino) e outros do GH (hormônio do crescimento) – este é menos agressivo ao corpo, mas é mais caro. O consumo da substância é feito por ciclos. “Algumas mulheres tomam uma injeção por mês durante um ano. Já outras consomem três doses a cada 30 dias”, explica o especialista.

E agora?

Se por um lado os esteróides anabolizantes presenteiam a mulherada com músculos em pouco tempo, o processo para reverter os efeitos negativos é muito mais demorado. Segundo Hohl, são necessários meses para que o organismo elimine os resquícios da substância e volte ao normal. O aumento do clitóris, uma das ações do esteróide anabolizante, é o mais difícil de ser revertido.

Tipos de esteróides anabolizantes

Derivado de testosterona

Ação
• aumenta a musculatura
• diminuí a gordura
• pode estimular a libido feminina

Efeitos colaterais negativos
• aumenta a oleosidade da pele e causa acne
• provoca crescimento de pelos em regiões incomuns (tórax e rosto)
• pode levar à infertilidade
• causa irregularidade menstrual
• contribui para o engrossamento da voz
• aumenta o clitóris e sua sensibilidade

Derivado de GH (hormônio de crescimento)

Ação
• menos agressivo ao organismo feminino
• deixa a pele mais viçosa

Efeitos colaterais negativos
• dores nas articulações
• inchaço
• agride o fígado e o coração
 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Semente de Chia

Semente de Chia

chia
A semente de chia (Salvia hispanica) é um alimento, de origem mexicana, que por muitos anos foi utilizada como alimento básico nas Américas (Sudoeste e América Central) por índios, soldados astecas e por nativos.
É uma semente que possui composição nutricional diferenciada entre as demais sementes. Possui propriedades benéficas à saúde por ser rica em antioxidantes (ácido caféico e clorogênico) que auxiliam na redução dos radicais livres prevenindo o envelhecimento celular, tem ação laxativa e emoliente, melhorando assim o funcionamento intestinal, promove saciedade, é expectorante diaforético (promove transpiração), entre outras.

Principal composição de nutrientes da CHIA:

- 1/3 de proteínas (principal aminoácido lisina);
- 1/3 de óleos (possuir cerca de 60 % de ômega 3);
- 1/3 de fibra solúvel;
- Baixo teor de carboidratos;
- Rica em minerais como: cálcio, fósforo, magnésio, potássio, ferro, zinco, manganês;
- Vitaminas do complexo B.
BENEFÍCIOS À SAÚDE
Emagrecimentoatualidade i
A semente de chia ajuda no emagrecimento uma vez que por ser rica em fibras e gorduras boas oferece maior saciedade, pois as fibras e as gorduras são mais lentas de serem digeridas, assim, a sensação de fome também fica sendo tardia. Também auxilia no processo de perda de peso porque combate a inflamação. O tecido adiposo é um tecido que produz substâncias inflamatórias e que, por assim ser, desequilibra a sinalização nervosa da sensação de apetite. O ômega 3 presente na chia ajuda a combater os prejuízos deste processo inflamatório.
Combate o colesterol e a hipertensão
Por ser uma semente rica em fibras e em ômega 3 principalmente, tem o poder e diminui os níveis de colesterol LDL na circulação, pois estes dois nutrientes conseguem diminuir as placas de gorduras nas artérias favorecendo a saúde cardiovascular. A porção de semente de chia tem nada menos que 400% da nossa necessidade diária de ômega-3.Além disso, o ômega-3 ajuda na regulação da pressão dos vasos sanguíneos uma vez que aumenta a fluidez sanguínea, evitando assim, o aumento da pressão arterial.
Diabetes
A chia pode estar sem medo na mesa dos diabéticos. Isto porque ela está na lista de alimentos com baixo índice glicêmico — ou seja, não aumenta bruscamente os níveis de glicose no sangue —, a chia é indicada para quem tem o problema. Ameniza a resistência à insulina, ou seja, facilita o aproveitamento da glicose pelas células, e evita que o açúcar fique sobrando na circulação.
Deficiência de cálcio
Para quem necessita de um aporte maior deste mineral, 100 gramas da semente de chia (equivalente a sete colheres de sopa) tem 6x mais cálcio que meio copo de leite integral - que tem em média 246 mg do nutriente. O cálcio presente na chia ajuda na formação da massa óssea, evitando a osteoporose. Uma porção de semente de chia (25 gramas) tem cerca de 21% das nossas necessidade diárias de cálcio.
Deficiência de ferro (anemia, fadiga)
De acordo com os estudos, 100 gramas da semente de chia oferecem três vezes mais ferro que a mesma quantidade de espinafre, por exemplo. Para ilustrar melhor: uma porção da semente tem em média 68% das nossas necessidades diárias em ferro.

Energia
A semente de chia também é rica em vitaminas do complexo B. Possui em sua composição a niacina, a tiamina e a riboflavina. Elas são fundamentais para o regular funcionamento do sistema nervoso, além de auxiliar no metabolismo das nossas células, fazendo com que nosso organismo todo funcione melhor. A porção da semente tem 13% das necessidades diárias de niacina, 4.6% das de riboflavina e 30% das de tiamina.
Rica em proteínas
Ótima para quem faz atividade física e precisa de uma boa fonte de proteínas para a reconstrução muscular, 100 gramas da semente de chia possuem em média 16g de proteína em sua composição. Enquanto na mesma quantidade de arroz integral cru há 8 gramas de proteína. Outra vantagem para os músculos é que a chia retém liquídos por ser fonte de fibras, assim, ajuda a manter as células hidratadas. A vantagem da quantidade de proteína é que fornece mais energia para as células nervosas, uma porção da semente de chia tem 8.6% das nossas necessidades diárias nesse nutriente.
Deficiência de vitamina A (problemas visuais)
A porção diária da semente de chia possui cerca de 20% das nossas necessidades dessa vitamina. Ela melhora sistema imunológico e protege a pele e os olhos contra o processo de envelhecimento.
Rica em potássio
O potássio é muito importante na ação muscular, sendo essencial para quem pratica ou não exercícios físicos todos os dias. Em 100 gramas da semente de chia há duas vezes mais potássio que duas bananas grandes. Sendo assim, consumir a chia junto com a banana garante boas doses de potássio.

Relaxamento muscular, cognição
Essencial para o pleno funcionamento do nosso cérebro e ligações cognitivas, o magnésio também está muito presente na semente de chia. Comparando com 100 gramas de brócolis, a semente de chia tem 15 vezes mais magnésio. A porção da semente de chia possui 27.9% das nossas necessidades diárias desse nutriente.
Fortalece sistema imune, ajuda na formação de colágeno
O zinco fortalece nossa imunidade, paladar, olfato e visão. Também promove a liberação do hormônio do crescimento e ajuda na formação de colágeno. Na porção de chia você encontra 12.3% das necessidades diárias de zinco.
Distúrbios cerebrais com Transtorno de Déficit de Atenção (TDHA) e Mal de Alzheimer
As gorduras presentes na semente de chia como o ômega 3 e 6 ajudam nas sinapses e na saúde do funcionamento do sistema nervoso central. Assim, nas doenças neurológicas que envolvem envelhecimento e/ou morte de neurônios, estes nutrientes são essenciais uma vez que ajudam na prevenção deste processo por comporem as membranas destes células.
Problemas intestinais
Parte do sucesso da chia está nas fibras, que ajudam a regular o intestino, evitando ou tratando a prisão de ventre, por exemplo. Enquanto cada 100g de aveia possuem 9,1g de fibras, na mesma quantidade de chia, há 13,6g de fibras. As fibras em geral ajudam a fazer uma “limpeza” no intestino, eliminando as toxinas que se acumulam nas paredes e que, em excesso, podem causar doenças inclusive como o câncer intestinal.
Onde e como utilizar a Semente de Chia
atualidade ii
A semente de chia não possui odor nem sabor e de fácil mastigação, podendo ser utilizada em receitas de pães, farofas, bolos, patês, cookies, iogurtes, leite, cereais, sobremesas até mesmo adicionada à refeição. Já na forma de gel pode ser ingerido isolado ou acrescentado em sucos, vitaminas, iogurtes ou frutas.
Com tanta variedade de sementes, as comparações são inevitáveis. Semente de chia, linhaça, gergelim, girassol. A semente de linhaça também é uma boa fonte de ômega 3 e 6, antioxidantes, vitaminas e minerais (assemelhando-se em alguns nutrientes quando comparados com a chia) possui ação antiinflamatória, auxilia na prevenção de câncer de cólon e próstata e de doenças coronarianas, no entanto apresenta alguns fatores anti nutricionais, não sendo indicada por exemplo para pessoas que apresentam hipotireoidismo, o que não ocorre com a chia. Como também a chia não apresenta substâncias como as lignanas que podem auxiliar na modulação hormonal.
Sendo assim, para melhor elucidarmos, segue um quadro comparativo entre essas sementes, evidenciando seus principais nutrientes em 100g:
tabela ii
Lembrando que a semente de chia assim como todos os alimentos saudáveis devem ser incluídos no nosso dia a dia, de forma moderada, dentro de um contexto saudável e com alimentação equilibrada e hábitos saudáveis, sempre com orientações de um profissional da saúde.

|Fonte: www.equilibrionutrcional.com.br
 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Corrida causa envelhecimento precoce?

 
 
 
 
 
Praticar exercício físico gera um rejuvenescimento global do organismo, mas isso também ocorre na corrida?

A ideia de que a corrida pode causar envelhecimento precoce é largamente transmitida entre as corredoras. Palavras como “radicais livres” e “oxidantes” estão sempre presentes no discurso de quem acredita que correr envelhece. A boa notícia é que dá para combater os famigerados “radicais” com medidas simples, e poder aproveitar todos os benefícios do exercício físico.

Após uma corrida intensa, o organismo passa a produzir os chamados “radicais livres”, que são resultado de um processo que converte nutrientes em energia para o corpo. Os radicais liberados podem danificar algumas células sadias. Para combater esse efeito, basta ingerir vitaminas antioxidantes, explica a doutora Sílvia Casseb, do Ambulatório de Ginecologia do Esporte da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

“Essas vitaminas, principalmente A, C e E, vão se unir a esses radicais livres e não vão deixar que eles causem esse envelhecimento”, conta. O ideal, segundo a médica, é que essas vitaminas sejam ingeridas em forma de alimentos, como os alimentos funcionais.

A vitamina A está presente no abacate, mamão, manga, pêssego, cenoura, brócolis e espinafre. Já a vitamina C, um pouco mais popular por poder ser ingerida em efervescente, pode ser encontrada na laranja, abacaxi, pimentão, agrião, entre outros. A vitamina E, um dos antioxidantes mais aclamados pelo seu efeito, é encontrada em óleos vegetais (amendoim, soja, girassol etc) e em nozes, sementes, grãos inteiros e também vegetais de folhas verdes.

Algumas pessoas preferem tomar um polivitamínico, o que também não é errado. A consulta com um nutricionista é fundamental para avaliar as necessidades de cada um. “Não é aquele que você compra no corredor da farmácia porque sua amiga toma”, orienta Silvia.

É importante frisar que longe de causar envelhecimento precoce, a prática de exercícios físicos gera um rejuvenescimento global no organismo. Os ossos, articulações, músculos, pulmões e coração obtêm diversas vantagens do esporte que melhoram seu funcionamento e resistência a doenças, por exemplo.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Óleo de coco: aliado do emagrecimento

Ainda hoje o quesito “calorias” conta muito aos olhos de quem quer emagrecer. Ler os rótulos dos alimentos o valor calórico ainda costuma ser uma prática constante de quem deseja perder peso e assim diminuir as calorias diárias. Muitas destas escolhas nem sempre são inteligentes, pois se diminuem calorias, mas aumentam-se os teores de substâncias químicas, sódio, entre outros.
Mas será que as calorias são tão importantes assim para este processo?

Estudos e pesquisas recentes mostram que o corpo precisa para funcionar regularmente é de nutrientes! Proteínas de boa qualidade, carboidratos de baixo índice glicêmico (integrais), fibras, vitaminas, minerais e também das temidas gorduras. Estas, claro, na versão boa como as gorduras classificadas em mono e polinsaturadas.
Nem todas as gorduras devem ser excluídas da alimentação. A grande sabedoria está em saber trocar as nocivas pelas benéficas à saúde. Isto porque o tipo de gorduras que é ingerida ao longo da vida terá influência direta sobre a qualidade e a velocidade do envelhecimento cerebral e de todas as células do organismo.
Pesquisas demonstram que o alto consumo das gorduras saturadas e trans aumentam o risco de desenvolver doenças como cardiopatias, diabetes tipo II, hipertensão arterial, obesidades, disfunções neurológicas e câncer. Isto principalmente pelo fato delas serem oxidativas e inflamatórias e assim causarem danos celulares e gerarem estas disfunções nos tecidos, artérias, órgãos e atualidade oleos iisistemas orgânicos.
Os óleos vegetais estão sendo muito estudados e se mostram grandes aliados para contemplar as necessidade de ingestão de gorduras boas e ainda favorecerem nossa saúde inclusive o processo de emagrecimento. Óleo de gergelim, de macadâmia, linhaça, avelã, sementes de abóbora, pistache, amêndoas, castanhas, girassol, coco, são óleos ricos em ácidos graxos essenciais (ômegas 3, 6 e 9), assim, são poderosos antioxidantes que ajudam a fortalecer nosso sistema cardiovascular, cerebral, imune, troca de nutrientes entre nossas células, são anti-inflamatórios e, também, ajudam no emagrecimento.
Um estudo realizado pela Universidade de Navarra, na Espanha, mostrou que, por conter ômegas 3, 6 e 9, os óleos funcionais são anti-inflamatórios - ação que ajuda a regular também os hormônios. Na prática, você sente o ciclo menstrual equilibrado, menos irritação e ansiedade, menos inchaço e menor propensão em acumular gordura na barriga.
Nesta busca pelo emagrecimento, merece destaque o óleo de coco, tão comentado e requerido por todos que escutaram, leram ou se informaram dos seus benefícios. E para desmistificar a relação entre calorias e emagrecimento cada 100ml de óleo de coco tem 1.100 calorias e 120 gramas de lipídeos.

Atualmente está sendo muito utilizado no processo de emagrecimento, pois: age no favorecimento da glândula tireóide (melhorando seu funcionamento assim como mantém a estabilidade do metabolismo);

Tem ação antiinflamatória: uma vez que o excesso de peso/sobrepeso e obesidade, por apresentarem um grande número de células de gordura, acabam causando um processo inflamatório no organismo como um todo;

Eleva a atividade metabólica, promovendo a perda de peso: é utilizado pelas células como fonte de energia preferencial (indicado para praticantes de atividade física), não ocorrendo acúmulo dessa gordura, aumenta a saciedade (estimula o aumento dos níveis de hormônios responsáveis pela saciedade que são colecistoquinina, peptídeo YY, peptídeo inibitório intestinal, neurotensina e polipeptídeo pancreático);
atualidade gordura abdominal
Diminui a gordura abdominal: segundo uma pesquisa realizada verificou-se que algumas culturas de adipócitos tratados com um dos componentes do óleo de coco, o ácido caprílico observou-se que houve uma inativação do PPAR (receptor gama ativado por proliferador de peroxissomos). Dessa forma acredita-se que o ácido caprílico pode contribuir para diminuir a resposta de genes lipogênicos dos adipócitos.

Os efeitos citados à cima são atribuídos ao tipo de gordura que encontramos nele: ácidos graxos de cadeia média (TCM), uma vez que quando absorvidos pelo intestino são transportados diretamente para o fígado, não sendo estocado em forma de gordura e sim sendo utilizados como fonte de energia, gerando calor e dessa forma acabam queimando calorias, o que consequentemente favorece à queima de gordura e redução do peso. Há alguns autores que propõe que o TCM tem efeito modulador na ação da grelina, o que indica outro efeito metabólico de grande valia para auxiliar na processo de redução de peso. No entanto, é importante lembrar que tais benefícios estão ligados à uma dieta equilibrada e a prática de exercícios físicos periódicos.

Como introduzir o Óleo de Coco em sua dieta
atualidade oleo de coco
O óleo de coco é um alimento muito fácil de ser introduzido em nosso dia a dia. Para quem preferir, pode ingeri-lo cru na colher ou utilizá-lo em receitas de pães, biscoitos, bolos, como tempero para saladas, adicionar em sucos, iogurtes, vitaminas, em saladas de frutas e até mesmo pode ser utilizado em substituição de óleos utilizados nos preparos culinários.

Referência Bibliográfica
Disponível em: http://www.oleodecoco.com/gorduraabdominal

terça-feira, 27 de março de 2012

Disfunções da Imagem Corporal: Vigorexia e Anorexia




A anorexia é um distúrbio da imagem corporal, e atinge, freqüentemente, adolescentes do sexo feminino. Para alguns estudiosos da psicomotricidade este problema pode ter sua causa nas relações com a mãe, com o alimento, com o pai, com a feminilidade imaginária e a inexperiência com os meninos. O crescimento pubertário, o desenvolvimento dos seios, muitas vezes desproporcional ao tamanho do corpo e a menarca, significam para a adolescente, consciente ou inconscientemente, sua possível fecundidade e a idéia, inconsciente, de engravidar é insuportável fazendo com que seja uma obsessão o desejo, consciente, de ficar magra. Essa teoria pode parecer mais uma viagem de um psicomotricista, mas não deixa de ser relevante para quem quer atuar com a psicomotricidade ou para quem é educador físico. Além disso, acredita-se, também, que a sua causa possui raízes nas exigências da sociedade consumista em que vivemos, onde uma jovem vaidosa acredita que para ser aceita em determinado meio social ela precisa ser magra e sempre se vê como uma pessoa obesa. Para nós, psicomotricistas, isso, ainda tem haver com um Édipo mal sucedido, mas... Também há as atletas, muitas delas da ginástica (G.O. ou GRD), que são tão obcecadas que não entendem que os músculos pesam muito mais que gordura e acreditam estar gordas, então fazem dietas malucas para perderem peso e nós profissionais de Ed. Física sabemos muito bem que não há como treinar pesado sem uma alimentação adequada, apesar de serem orientadas, algumas se utilizam de medicamentos ou recorrem ao vômito induzido, bulimia, que é um dos caminhos até a anorexia.
Já a vigorexia é mais comum no público masculino e esta psicopatologia é tão recente que acaba passando despercebida entre nós, profissionais de Ed. Física. Ela se caracteriza pela prática excessiva de exercícios em busca de um corpo forte, grande, perfeito. Os portadores desta disfunção de imagem do corpo, geralmente, já têm o seu corpo bem robusto, musculoso, e mesmo assim, se vêm como pessoas magras e fracas, então se tornam tão obsessivos pelos treinamentos de hipertrofia que acabam consumindo esteróides e modificando radicalmente sua dieta.
Sua causa, assim como a anorexia está ligada a aspectos sócio-emocionais, geralmente, os portadores destes transtornos têm insegurança social ocasionada por complexos criados durante a construção de sua imagem corporal, durante a construção da sua personalidade, tornando-os indivíduos introvertidos, por isso após a maturação sexual estes indivíduos passam a acreditar, inconscientemente, que com um corpo “perfeito”, esta insegurança social seria resolvida.
A vigorexia apresenta mais comportamentos obsessivos do que a anorexia, como olhar-se no espelho constantemente, observando e medindo os músculos do corpo e sem perceber o vigoréxico, torna-se extremamente narcisista. Estas doenças são acompanhadas de ansiedade, depressão, fobias, comportamentos compulsivos e repetitivos.
No vigoréxico pode haver falta de agilidade, além de problemas nos ossos e articulações, encurtamento de músculos e tendões, além da desproporção corporal que compromete a estética.
Tanto a Anorexia quanto a Vigorexia promovem a distorção da imagem corporal: os anoréxicos sempre se acham obesos, os vigoréxicos sempre se acham magros, pouco musculosos. Ambas podem ser consideradas como "patologias do narcisismo" e podem ser tratadas.
Através da Psicomotricidade Relacional é possível prevenir ou remediar as disfunções da imagem do corpo devido à estimulação, constante, nas trocas afetivas, as vivências podem trazer a tona fantasmas corporais surgidos desde a fase intra-uterina.
Nós, enquanto, profissionais de Ed. Física, temos um papel fundamental na recuperação dos portadores destes transtornos, pois, geralmente, somos admirados por eles, por nosso conhecimento teórico e prático sobre o corpo, por termos o corpo “perfeito” ou por tantas pessoas gostarem de nós. Por isso, toda atenção é pouca, em especial na adolescência. 


terça-feira, 20 de março de 2012

Hábitos saudáveis tornam idosos mais felizes


Investir em hábitos saudáveis na juventude garante uma saúde mais equilibrada na velhice.
As mulheres vivem mais do que os homens, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por viverem cerca de oito anos a mais, elas também podem sofrer com doenças e agravos relacionados ao processo do envelhecimento. A coordenadora de Saúde do Idoso do Ministério da Saúde, Luiza Machado, explica que investir em hábitos saudáveis na juventude garante uma saúde mais equilibrada na velhice.

O “segredo”, segundo ela, é se manter sempre ativa, com hábitos saudáveis de vida, como alimentação saudável e rica em cálcio, além de atividade física, que ajuda na prevenção de doenças como a osteoporose (diminuição da massa óssea). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), de 13% a 18% das mulheres e de 3% a 6% dos homens com mais de 50 anos têm osteoporose em todo o mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde aposta em ações de prevenção à doença desde a infância para a garantia de uma “poupança óssea”.

“É preciso estimular uma dieta mais saudável – rica em verduras, legumes e frutas, além de aumentar o consumo de leite e derivados, alimentos com alto índice de cálcio – e diminuir o consumo de refrigerantes”, alerta Luiza Machado. Outras fontes de cálcio são os vegetais de cor verde escuro, peixes, castanhas e nozes. “Temos também que motivar as crianças e jovens a saírem da frente do computador e da televisão, andar ao ar livre, praticar atividades físicas, fazer algum tipo de esporte”, acrescenta a coordenadora.
Luiza Machado também lembra que a exposição ao sol, de 15 a 20 minutos até 10h e depois das 16h também é um hábito importante para a prevenção da osteoporose, pois o sol é responsável pela formação da vitamina D no organismo, o que contribui para a fixação do cálcio.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Testosterona em mulheres: entenda os riscos



A promessa é tentadora: menos gordura corporal, músculos mais volumosos e definidos, celulite praticamente inexistente, estrias atenuadas e libido nas alturas. Para isso, segundo os simpatizantes do hormônio masculino, basta tomar algumas injeções, engolir um punhado de pílulas, colocar um implante sob a pele, passar um gel ou colar um adesivo sobre ela.
Apesar dos "benefícios", os médicos discordam em peso dessa prática. A razão? "Há vários e perigosos efeitos colaterais", responde o endocrinologista Filippo Pedrinola, de São Paulo. "E eles, sem dúvida, são muito mais intensos do que os possíveis resultados benéficos", acrescenta o endocrinologista catarinense Alexandre Hohl, presidente do departamento de endocrinologia feminina e andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
Visual andrógino
A lista de reações adversas provocadas no corpo feminino pelo uso sem indicação da testosterona é de meter medo. "Entre elas está o aparecimento de acne, o crescimento do clitóris, a queda de cabelo, a retenção hídrica, que provoca inchaço, e as alterações no comportamento, o que costuma deixar a pessoa mais agressiva", conta o endocrinologista Marcio Mancini, do Hospital das Clínicas de São Paulo. "O pomo de adão, conhecido como gogó, também cresce, e há realmente o aumento de pelos e o engrossamento da voz", descreve o médico baiano Jomar Souza, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.
Se a dose for muito elevada ou o tempo de uso prolongado, o quadro fica ainda mais complicado. "Pode ocorrer o aumento da formação dos glóbulos vermelhos e de fatores de coagulação do sangue, o que eleva o risco de trombose, hepatite, aparecimento de cistos e tumores malignos no fígado, a redução do bom colesterol (HDL) e o aumento do mau (LDL)", enumera Mancini. Jomar Souza lembra que também há efeitos relacionados à parte ortopédica. "A substância deixa os músculos maiores e mais fortes, mas não tem a mesma ação sobre os tendões, que podem não aguentar o tranco", conta.
Por isso, os médicos alertam as usuárias que, quanto antes o organismo parar de receber a testosterona, melhor. "Se o tempo de ingestão for curto, há mais chance de os efeitos colaterais regredirem", afirma a endocrinologista Nathalia Ferreira, de São Paulo. Porém quem demora a se dar conta do estrago fica suscetível a outros tipos de problema. "Ele não provoca a dependência química, mas a psicológica, o que pode estar ligado à vigorexia", diz Alexandre Hohl. Vigorexia é o nome dado para a síndrome em que a pessoa tem uma preocupação exagerada com o corpo ideal, distorcendo sua autoimagem e se enxergando sempre muito magra e fraca mesmo quando está musculosa.
Não restam dúvidas de que lançar mão do hormônio sem orientação médica é uma furada. Mas será que existe uma maneira correta de usá-lo? Se for com objetivos estéticos, não. "Não há a aprovação da Anvisa para a aplicação da testosterona com esse fim", afirma o nutrólogo com especialização em modulação hormonal Thiago Volpi, de São Paulo.
Um profissional pode, sim, receitar o hormônio, mas só para o tratamento de doenças. "Ela é indicada para mulheres na menopausa. Nessa fase, a reposição da testosterona é bem-vinda para restabelecer a libido e combater a perda de massa muscular, desde que com total controle médico", esclarece Filippo Pedrinola. "Também é indicada em alguns casos de câncer e para anemias muito severas", acrescenta Jomar Souza. "Ainda pode ser aplicada no combate à endometriose", complementa Marcio Mancini.
Raio X da testosterona
Trata-se de um hormônio masculino produzido nos testículos e nas glândulas suprarrenais. Ele é responsável por todas as características sexuais dos homens - aparecimento dos pelos, aumento dos músculos, engrossamento da voz e utilização da gordura do corpo. Também está ligado à libido, à agressividade e à disposição. A substância também é produzida nas mulheres, nas glândulas suprarrenais e no ovário, mas em uma quantidade 30 vezes menor.

Fonte: http://camacarinoticias.com.br/

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Esporte que mistura surfe com remo promete ser o hit do verão



Híbrido de surfe com remo, o stand up paddle, ou SUP, é um esporte disfarçado de lazer

A pessoa fica em pé sobre uma prancha e rema, rema, rema. Simples assim. Simples e divertido, mas também trabalha braços, pernas, abdome e pode queimar até 360 calorias por hora.
 O esporte pode ser feito no mar, em lagoas, rios ou represas. Especialmente nos locais sem onda e em dias sem vento, qualquer um pode se aventurar, independentemente da idade e do grau de condicionamento físico.

Uma aula é suficiente para conhecer as técnicas básicas do esporte, como remar inclinando o corpo para frente e tirar o remo da água antes de ele ultrapassar a linha do quadril, para não forçar a coluna lombar.

"Não é para ficar parado em cima da prancha. Se a pessoa ficar dura demais, vai ter dor nas costas, nos ombros e no pescoço", avisa Luciana Meneghello, fisioterapeuta especialista em coluna.

Antes ou depois dessa atividade, Meneghello aconselha alongamentos de glúteos, tronco e braços.

Fazer um bom trabalho de fortalecimento muscular contribui para o desenvolvimento de uma remada eficiente e para diminuir risco de lesões.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Inbody 230



Para estarmos em boa forma, não basta controlar o peso ou o Índice de Massa Corporal (IMC). Precisamos conhecer e controlar a nossa composição corporal.

O nosso corpo é composto por água, proteínas, minerais e gordura. A nossa saúde depende do equilíbrio correto entres estes componentes.

O sistema InBody 230  utiliza a mais avançada tecnologia de bioimpedância, capaz de aliar precisão, simplicidade e rapidez, fornecendo uma informação completa sobre a nossa condição atual e uma orientação sobre a composição corporal ideal.
 

O InBody fornece uma análise de composição corporal fácil e confiável que permite avaliar a condição do corpo.  
Na procura da dieta mais adequada ou do melhor programa de exercício físico, o InBody permitirá rastrear as alterações que estão a ocorrer no corpo como resultado do tratamento.

InBody230 - Gestor de Saúde Útil

- Para monitorizar rapidamente a composição corporal
Com a forma do gráfico do peso / massa muscular / massa de gordura corporal pode verificarfacilmente
 o estado da composição e forma corporal.

- Para obter o exato diagnóstico de obesidade
A análise do peso e da percentagem de gordura  permite distinguir claramenteas pessoas com excesso de peso.

- Para avaliar o equilíbrio corporal de cada segmento
A análise segmentar da massa muscular e o peso permitem avaliar o equilíbrio corporal.

- Para controlar a gordura corporal e ver o efeito do tratamento
Pode controlar a massa gorda segmentar e verificar se o tratamento está correto.

Você conhece o exame de Bioimpedância?

Exame de Bioimpedância:

É realizado por uma equipe qualificada composta por nutricionistas através do equipamento InBody 230.  É um exame não invasivo, indolor, confiável e não requer preparo. Com duração de 30 segundos e impressão imediata dos resultados.

Através deste exame se obtém precisamente as seguintes informações:

- Peso, Massa de Músculo Esquelético, Massa de Gordura Corporal;
- Água Corporal Total, Massa Livre de Gordura; IMC
- Percentual de Gordura Corporal, Relação Cintura-Quadril;
- Taxa de Metabolismo Basal, Controle de Gordura, Controle de Músculo;
- Análise Segmentada de Massa Magra (quatro membros e tronco);
- Orientação para a gestão do peso;
- Sugestões para prescrição de exercícios.




Relatório de diagnóstico populacional:

Com base nos resultados do exame de bioimpedância, é diagnosticado o estado nutricional dos participantes correlacionados com acometimento de doenças crônicas não transmissíveis e grupo de risco. Descritos em gráficos e tabelas comparados com índices do Ministério da Saúde.
 


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Composição Corporal



Quando enfocamos a qualidade de vida e o despenho motor de um indivíduo, uma indicação do estado de saúde é a Composição Corporal (CC). Esta avaliação tem auxiliado no diagnóstico e mesmo na elaboração de intervenções nutricionais, bem como em programas de atividades físicas. Estabelecer um método de avaliação da Composição Corporal constitui um mecanismo importante para que haja um controle e um balanceamento entre alimentação e atividade física.

Reduzir a quantidade de gordura e/ou aumentar a quantidade de massa muscular estão entre os anseios de grande parte dos praticantes de exercícios físicos. Esta preocupação pode ser notada não somente do ponto de vista estético, mas também de qualidade de vida dos indivíduos, já que a obesidade está associada a um grande número de doenças crônico-degenerativas.

Observando tal relação entre quantidade de gordura corporal e estado de saúde, verifica-se a necessidade de utilização de métodos que possam avaliar com validade a quantidade deste componente em relação à massa corporal total.

A avaliação da composição corporal tem vários objetivos, justificam-se entre eles:
  • O fator de que níveis altos ou excessivamente baixos de gordura possam ser prejudiciais a saúde;
  •  A melhora no desempenho e na saúde dos atletas, onde poderão ser estabelecidos pesos ótimos para os mesmos;
  • Também para formular as diretrizes dietéticas e prescrição dos exercícios com finalidade de modificar a composição corporal e avaliar sua eficácia;
  • Monitorar as mudanças na composição corporal que ocorrem com o crescimento, maturação e envelhecimento a fim de distinguir modificações normais dos estados patológicos;


Papel da atividade física no combate à obesidade



Texto escrito para o boletim do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio Libanês
Por Wagner Silva Dantas
A transmissão familiar da obesidade é bastante conhecida. No entanto, membros de uma mesma família estão expostos a hábitos culturais e dietéticos que influenciam individualmente no ganho de peso. Isto evidencia que, além da herança genética, o fator ambiental desempenha um papel importante no desenvolvimento
da obesidade. Desse modo, orientações clínicas interdisciplinares, incluindo o exercício físico individualizado, tornam-se uma importante estratégia para o tratamento, controle e acompanhamento de problemas que normalmente decorrem da doença. Um estilo de vida sedentário promove o acúmulo de gordura corporal. A atividade física, em contrapartida, resulta em peso e composição corporal saudáveis em virtude de um aumento no gasto diário total de energia, por causa do custo calórico direto da sessão de atividade física e da elevação do dispêndio energético após esse período de atividade. Ao término de uma sessão de exercícios, o consumo de oxigênio e, portanto, a taxa metabólica, se mantêm elevados, acima do nível de repouso, o que é chamado de consumo de oxigênio pós-exercício excessivo. Do ponto de vista prático, a intensidade e a duração de uma única sessão de atividade física poderiam produzir um aumento na taxa metabólica pós-exercício de aproximadamente 10 a 50 kcal, acelerando a redução do peso corporal. O tipo de atividade física envolvida produz determinados benefícios nos diversos componentes metabólicos do paciente
obeso:

  • Os exercícios aeróbios (por exemplo, a caminhada) aumentam o transporte de oxigênio para os músculos exercitados que, por sua vez, promovem maior utilização dos estoques de gordura como fonte energética. Isso facilitaria a redução da quantidade de massa corporal constituída de gordura, diminuindo
    assim o peso corporal.

  • Os exercícios aeróbios estão associados a reduções significativas na quantidade de gordura da região abdominal. Se praticados regularmente, essa redução é capaz de diminuir os valores de pressão arterial e aumentar a sensibilidade à ação da insulina no tecido adiposo, muscular e hepático dos pacientes obesos.

  • O aumento da capacidade cardiopulmonar reduz o risco demorbidade e mortalidade precoce por doenças cardiovasculares.

  • Os exercícios aeróbios melhoram o perfil lípidico a partir de mudanças na atividade de uma enzima conhecida como lipase lipoproteica, responsável por reduzir a molécula de gordura em partes menores para a produção de energia no sistema músculo-esquelético.

  • Embora quando aplicado de forma isolada possa apresentar uma modesta contribuição na redução da gordura corporal, o exercício resistido (como a musculação) contribui para o aumento do gasto calórico diário, por intermédio do próprio custo energético da execução desse exercício.

  • Tanto o exercício aeróbio quanto o resistido aumentam o calibre dos vasos sanguíneos do músculo esquelético em pacientes obesos e, consequentemente, melhoram a distribuição do fluxo sanguíneo, diminuindo, portanto, o risco de acidentes cardiovasculares.

O NOTA (Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio Libanês)  conta com uma equipe multidisciplinar altamente qualificada capaz de orientar o paciente obeso também nas questões relacionadas à atividade física.

Exercício Físico e Câncer de Prostáta




O câncer de próstata é a neoplasia do homem de terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo acometem indivíduos acima dos 65 anos. Uma das possibilidades para o aumento da incidência - 141% entre 1979 e 2000 - é um rastreio mais eficiente pelo uso cada vez mais freqüente da medida do antígeno prostático específico (PSA). Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCa)(1), essa neoplasia é a sexta causa mais freqüente de novos casos em todo o mundo e a terceira entre as neoplasias que acometem os homens. No Brasil, em 2003, representou a segunda maior taxa de mortalidade, ultrapassada apenas pelo câncer de pulmão, que persiste como a principal causa de mortalidade por neoplasia. Apesar dos números, a mortalidade por esse tipo de câncer pode ser considerada relativamente baixa, especialmente quando o diagnóstico é precoce, o que mostra, em parte, seu bom prognóstico, com sobrevida média mundial em cinco anos estimada em 58%. Segundo algumas pesquisas, dieta rica em gordura animal, carne vermelha e obesidade representam fatores de risco para a mortalidade por câncer de próstata.
Hoje em dia há o consenso de que o exercício físico regular deve ser uma das ferramentas na prevenção primária e secundária de uma série de doenças, estando bem estabelecido seu papel no tratamento das doenças cardiovasculares. No entanto um estudo clássico publicado por Myers et al.(2) demonstrou que com uma melhora na condição aeróbica do indivíduo da ordem de 1 MET (sigla para equivalente metabólico, representa o gasto energético na posição de repouso em função do peso corporal) é possível diminuir em cerca de 12% a mortalidade em cinco anos por todas as causas. Nesse contexto, acredita-se que o exercício físico regular tenha papel relevante tanto na prevenção como no tratamento de alguns tipos de câncer. Em alguns casos isso já está bem estabelecido, como no câncer de mama, no qual estudos epidemiológicos observaram, repetidamente, redução no risco relacionado com níveis aumentados de atividade física(3). Enquanto diversas pesquisas foram realizadas na tentativa de conhecer os principais fatores de risco para o câncer de próstata, e, além disso, determinar quais deles são modificáveis, apenas há pouco tempo o papel do exercício físico regular foi estudado. Dados recentes contribuem para sugerir que o exercício físico age de modo protetor, reduzindo o risco de aparecimento do câncer de próstata. Por exemplo, pesquisadores da Universidade de Stanford, nos EUA, listaram em documento recente(4) os mecanismos pelos quais o exercício físico afetaria o aparecimento do câncer de próstata:
  • alterações hormonais: como o câncer de próstata é hormônio-sensível e os androgênios estariam envolvidos como fatores de crescimento para a doença, uma forma de combatê-la seria bloqueando ou inibindo a atuação desses hormônios. Nesse caso o papel do exercício físico seria atuar reduzindo os níveis de testosterona;
  • fortalecimento do sistema imunológico: estudos mostraram que pode ocorrer melhora no sistema imunológico mediada pelo exercício físico, com aumento do número e da capacidade das chamadas natural killer cells, mudanças adicionais em macrófagos e citocinas;
  • prevenção da obesidade: tem sido proposto que um aumento na gordura corporal pode contribuir para maior risco de câncer de próstata pelo fato de a gordura servir como depósito para potenciais carcinógenos, além de diminuir os níveis de proteínas séricas que se ligam à testosterona, reduzindo os seus níveis circulantes. A função do exercício seria atuar indiretamente, combatendo a obesidade;
  • geração de espécies reativas de oxigênio (EROs): o exercício agudo pode promover o aparecimento de radicais livres, porém o exercício físico regular induz a produção de enzimas que protegem contra o estresse oxidativo, como, por exemplo, a superóxido dismutase.
 Além da importância que vem sendo reconhecida na prevenção do aparecimento e no combate aos fatores de risco para desenvolvimento do câncer de próstata, o exercício físico atua também melhorando a qualidade de vida dos portadores da doença e combatendo alguns efeitos colaterais do tratamento. Monga et al.(5) demonstraram que o exercício melhorou a qualidade de vida e diminuiu a fadiga de pacientes portadores de câncer de próstata que estavam sendo tratados com radioterapia. Segundo a pesquisa, o grupo submetido ao programa de exercícios apresentou, além da prevenção à fadiga, melhora na flexibilidade, na condição aeróbica, na força muscular e na qualidade de vida como um todo.
Além disso, outros pesquisadores já haviam demonstrado que o exercício físico previne a perda mineral óssea causada por efeito do tratamento com deprivação hormonal androgênica(6). No sentido de estabelecer a função e a prescrição mais apropriada da atividade física, definitivamente, no combate e no tratamento do câncer de próstata, pesquisas estão sendo realizadas com desenhos mais controlados, no sentido de refinar os modelos biológicos já existentes e, assim, incluir a redução do câncer de próstata na já enorme lista dos benefícios do exercício físico.
Bibliografia recomendada 
1. INCA - Instituto Nacional de Câncer. Disponível em:<http://www.inca.gov.br/estimativa/2008/index. asp link=conteudo_view.asp&ID=5>. Acesso em: jul 2008.
 2. Myers J, Prakash M, Froelicher V, Partington S, Atwood E. Exercise capacity and mortality among men referred for exercise testing. N Engl J Med 2002; 346(11): 793-801.
 3. Gammon MD, John EM, Britton JA. Recreational and occupational physical activities and risk of breast cancer. Journal of the National Cancer Institute 1998; 90(2): 100-16.
 4. Torti DC, Matheson GO. Exercise and prostate cancer. Sports Medicine 2004; 34(6): 363-9.
5. Monga U, Garber SL, Thornby, et al. Exercise prevents fatigue and improves quality of life in prostate cancer patients undergoing radiotherapy. Arch Phys Med Rehabil 2007; 88: 1416-22.
 6. Segal R, Reid R, Courneya K, et al. Resistance exercise in men receiving androgen deprivation therapy for prostate cancer. J Clin Oncol 2003; 21(9): 1653-9.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Lipoaspiração sem exercícios pode ser perigosa

 
 


Gordura visceral

A realização da lipoaspiração não acompanhada de atividade física regular no pós-operatório pode acarretar um aumento significativo da gordura visceral, localizada na região entre os órgãos.

Essa gordura é extremamente danosa para a saúde por estar associada ao aumento do risco cardiovascular.

Os exercícios físicos inibem o aumento dessa gordura entre os órgãos - veja Gordura abdominal interna é a mais perigosa para doenças do coração.

A conclusão é de um estudo realizado na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da Universidade de São Paulo (USP).

Treinadas e sedentárias

A pesquisadora Fabiana Braga Benatti recrutou 36 mulheres com Índice de Massa Corporal (IMC) abaixo de 30, que fariam lipoaspiração na região abdominal, para participar da pesquisa.

O IMC é calculado a partir do peso da pessoa em quilogramas, dividido pela sua altura em metros elevada ao quadrado.

O grupo foi igualmente dividido em "mulheres treinadas" e "mulheres sedentárias".

Dois meses depois da cirurgia, o primeiro grupo foi submetido à uma série de exercícios de força e aeróbicos, por três vezes semanais, durante quatro meses, enquanto o segundo grupo permaneceu sem fazer atividades físicas regulares.

Uma bateria de exames foi feita antes e depois do processo e serviu de base para toda a pesquisa.

Aumento de gordura sem perceber

No grupo das mulheres sedentárias, o ganho da massa visceral chegou a 10%.

O fato não foi percebido pelas pacientes, pois o aumento desta gordura interna do corpo dificilmente é identificado no dia-a-dia, já que não representa grandes proporções em termos visuais.

Isso aumenta a importância do estudo, já que dificilmente estes dados seriam alcançados a não ser por um acompanhamento detalhado durante o pós-operatório.

Já no grupo de mulheres treinadas não houve aumento da gordura visceral. O treinamento físico preveniu este aumento.

Uma possível explicação para isso é o fato deste tipo de gordura ser metabolicamente ativo e mais responsivo ao aumento das concentrações de adrenalina que ocorrem durante o exercício físico.

Além disso, o treinamento físico preservou o gasto energético das mulheres treinadas, o que pode ter contribuído para seus efeitos benéficos observados.

Lipoaspiração não é para perder peso

O peso perdido na cirurgia de lipoaspiração foi recuperado em ambos os grupos.

"A cirurgia não tem como objetivo a redução de peso, que diminui em média 1%. A pretensão da lipoaspiração é retirar a gordura localizada e modelar o corpo do paciente", diz Fabiana.

No caso das mulheres sedentárias, contudo, o peso retornou possivelmente pelo novo ganho de massa gorda, favorecida pelo estilo de vida levado. O metabolismo se esforça para manter uma constante e isso inclui o peso.

Perda de massa gorda

A diminuição do gasto energético durante dietas restritivas normalmente é atribuída à perda de massa magra.

"Como não se percebeu perda de massa magra durante o estudo, este resultado foi considerado inesperado. "Acreditamos que tenha a ver com a perda de massa gorda", diz Fabiana.

A retirada de massa gorda ocasiona, ainda, a queda nos níveis do hormônio adiponectina, que tem efeito benéfico no corpo. Ele regula a sensibilidade da insulina que, quando alterada, pode gerar uma série de consequências danosas para o corpo, a mais conhecida delas sendo a diabetes.

Puramente estético

Ao contrabalancear os efeitos da lipoaspiração, Fabiana diz que o que deve ser feito é um esclarecimento sobre os efeitos colaterais causados pela cirurgia.

"Metabolicamente falando, não vimos nada de benéfico na cirurgia. Ela é um procedimento puramente estético", conclui.

O aumento da gordura visceral e dos riscos que isso traz podem ser evitados, mas para isso é preciso atentar e esclarecer, tanto para médicos quanto para pacientes, a real necessidade de fixação de uma série de exercícios na rotina do pós-operatório.
 
 

Musculação melhora qualidade de vida na terceira idade




Já foi o tempo em que o  termo   musculação   se referia à  prática de  exercícios  para obter  um corpo
escultural, digno de concursos como “Mister Universo”. Há alguns anos os profissionais de saúde e de educação física vêm desenvolvendo um amplo trabalho de conscientização dos benefícios da prática de musculação em todas as idades, inclusive com os adultos da terceira idade, para os quais a musculação traz enormes benefícios e melhora a qualidade de vida.

Pesquisas mais recentes demonstraram que o treinamento com exercícios resistidos têm profundo efeito sobre o sistema músculo-esquelético, contribuindo para a manutenção das atividades funcionais. Além disso, o treino com pesos previne osteoporose, sarcopenia, dores lombares e outras situações patológicas. O exercício físico bem orientado influi positivamente em fatores fisiológicos como o metabolismo basal, metabolismo da glicose, pressão arterial, gordura corporal e tempo de trânsito gastrointestinal, que estão associados com diabetes, doenças do coração e câncer

Mas como os idosos devem praticar musculação? Em primeiro lugar, é fundamental procurar um profissional habilitado e, de preferência, que tenha uma especialização em treinamento resistido para o envelhecimento. Já há no País algumas academias especializadas em musculação para idosos, com pessoal qualificado e equipamentos desenvolvidos especialmente para garantir a segurança das articulações de adultos idosos.

Um programa regular de exercícios físicos deve possuir pelo menos três componentes: exercício de força muscular, aeróbico e flexibilidade. Naturalmente, de acordo com a condição clínica e os objetivos de cada pessoa, o profissional de educação física vai compor o programa mais adequado, equilibrando estes três componentes. Por este motivo, é fundamental que o treino seja precedido de avaliação médica criteriosa, por geriatras ou médicos habilitados, para definição objetiva de eventuais restrições e a prescrição correta de exercícios.

Exercícios de sobrecarga muscular e flexibilidade são mais importantes a partir dos 40 anos de idade. Devem ser realizados de duas a três vezes por semana, contemplando os principais grupos musculares. Em academias com equipamento desenvolvido para a musculação de idosos, os exercícios proporcionam a máxima ativação dos músculos com mínima sobrecarga das articulações.
Pessoas de meia idade e idosos em treinamento aeróbico conseguem aumentar o VO2 máximo em até 16% quando a freqüência mínima é de três vezes por semana, com intensidade moderada e duração mínima de 16 semanas. Os benefícios do treinamento aeróbico incluem menor freqüência cardíaca no repouso, menor elevação da pressão arterial durante esforços físicos, redução dos triglicerídeos, aumento do HDL, redução da rigidez das grandes artérias, melhora da função endotelial, melhora do barorreflexo e maior tônus vagal.

EXERCÍCIOS RESISTIDOS

Pessoas de meia idade e idosos em treinamento resistido aumentam a força muscular com variação de 25 a 100% ou mais. O treinamento resistido com intensidade moderada ou alta aumenta a massa muscular entre 10 e 62% em idosos e reduz a gordura corporal. A massa óssea tende a aumentar na musculação proporcionalmente ao aumento da força muscular, embora com muita variação individual.
Ao readquirir a força muscular, as pessoas idosas também readquirem a independência de alguns movimentos, reduzem o risco de quedas e, conseqüentemente, melhoram sua qualidade de vida. Além do treinamento resistido, a musculação para a terceira idade pode incluir exercícios específicos para equilíbrio e de flexibilidade, que são fatores importantes para as tarefas da vida diária.

Fonte:  Segs.com.br

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Homens perdem peso mais fácil porque têm até 20% mais músculos

Os homens têm mais massa magra que as mulheres, motivo pelo qual perdem peso com mais facilidade. Isso porque os músculos são o motor do corpo e promovem a maior parte das reações químicas que transformam nutrientes em energia, o que garante a queima calórica

Nas células musculares, organelas chamadas mitocôndrias são responsáveis pelo gasto energético. Os músculos também ajudam no metabolismo basal, que é a queima do organismo em repouso, necessária para manter o funcionamento dos órgãos vitais. Quando os homens diminuem a ingestão de alimentos e fortalecem a massa magra, aumentam ainda mais esse gasto.
Segundo os endocrinologistas Alfredo Halpern e João Eduardo Salles, a mulher concentra mais gordura no quadril, culote, bumbum, coxas, cintura e seios. Já a silhueta masculina é mais marcada na barriga.

Quando entram na menopausa, as mulheres ganham ainda mais massa gorda, que costuma se acumular no abdômen. Como o ovário para de funcionar, cai a produção de testosterona, hormônio masculino que ajuda no crescimento dos músculos.

Os homens também costumam aumentar de peso na andropausa, porque, assim como as mulheres, sofrem uma redução na produção de testosterona, adquirindo massa gorda e perdendo a magra.

O metabolismo pode ser acelerado com a atividade física, mas não é possível saber quanto tempo ele fica acima do nível, pois isso depende da intensidade do exercício.

Para aumentar o metabolismo basal e queimar calorias até dormindo, os médicos recomendaram controlar a alimentação, fazer atividade aeróbica e também musculação. Dormir bem também ajuda. Segundo Salles, quem descansa pouco e mal reduz até 36% a taxa de metabolismo basal e acaba engordando mais.

Fonte: Portal da Educação Fisica